Trabalhar – épica actividade consumidora de tempo
Trabalhar consome tempo. “No shit, Sherlock”, dizem vocês. Mas uma coisa é consumir 8 horas por dia, outra completamente diferente é consumir cerca 10+4 (para transportes) horas. Sim, isso dá cerca de 14 horas por dia fora de casa, a sair às 8 da manhã e a chegar às 23:30 horas.
E que faria eu se tivesse tempo?
1 – Finalmente experimentar o Gothic 3.
2 – Escrever; quer sobre videojogos, quer escrita criativa.
3 – Ajudar no Hi-Gamers.
4 – Resfastelar-me no sofá a admirar a beleza da vida numa actividade não consumidora de dinheiro (que também está em falta, já agora).
Tenho saudades de escrever sobre videojogos, e de ter tempo para actualizar um blog. Mas passo o dia todo de volta do teclado e não tenho tempo sequer para jogar, o que impossibilita um bocado as coisas. Começo a pensar se ter vindo trabalhar para um jornal diário foi boa ideia.
Em todo o caso há sempre um lado positivo, que é ver o nosso nome impresso, ou de vez em quando ouvir um elogio quando fazemos um texto bem. Só que às vezes olho para o tempo de vida que estou a perder e pergunto-me se não estarei a cavar a fossa para a minha concretização profissional e infelicidade pessoal. A vida são dois dias e dia e meio irei passar nesta redacção caso consiga ficar; mas diga-se de passagem que ficar no desemprego também não soa muito bem. Afinal de contas, morar sozinho tem as suas vantagens.
Mas sinto falta de muitas coisas.
Se todos abrissemos as portas

Uma banda, uma casa acolhedora e um Secretário de Estado marcam uma manhã diferente em Constância. Dia 13 de Abril marca o fim das festividades em Constância, e que melhor maneira de acabar que com uma manhã fria, nublada e com ameaças de chuva? É o dia ideal para um desfile pela vila de bandeira em punho. Leia mais »
Gonçalo Brito
Gonçalo Brito dispensa apresentações. Esteve envolvido em inúmeros projectos nacionais ligados aos videojogos e não só. Marcou-se encontro no Parque das Nações para uma entrevista onde o humor e a boa disposição foram uma constante, quer na troca de ideias, quer na partilha de experiências, para que possamos ver a imprensa de videojogos nacional sob o ponto de vista de um jornalista que faz dela a sua vida.
Entrevista a Gonçalo Brito, NoContinues.net from No Continues on Vimeo.
