Crítica – Shin Megami Tensei: Persona 4
Num revivalismo do espírito sombrio de Shin Megami Tensei: Persona 2 e numa tentativa de manter uma nova base de fãs mais comercialmente “aceitável”, conquistada em 2006 pelo terceiro capítulo da série spin-off, dá-se uma mistura interessante, que, apesar das parecenças, nos brinda com alguns tweaks que lhe proporcionam um charme próprio. No entanto, a mudança mais significativa é a história bastante mais elaborada e desenvolvida do que simplesmente teenagers a salvarem o dia, envolvendo homicídios, enigmas, a busca pela verdade, e, surpresa das surpresas, genuíno, embora pouquíssimo, role-play.
Qualquer pessoa que tenha estudado sociologia ou que se tenha dado ao trabalho de se perguntar em que tipo de mundo vive, sabe ver a sociedade pelo que ela realmente é: uma peça de teatro. É uma peça composta por inúmeros actores que representam, consciente ou inconscientemente, o seu papel. Por esse mesmo facto, quantas vezes é que, para nos integrarmos na sociedade, somos forçados a esconder parte de nós mesmos do mundo? Uma parte que não é vista com bons olhos pelas restantes pessoas e que fica esquecida em nós? Shin Megami Tensei: Persona 4 brinca com estas leis retorcidas que regem as reacções e relações humanas num ambiente completamente controlado pela racionalidade e ensina-nos a não ignorar essa parte de nós, porque ela é também, passo a redundância, nós. Mas e se esse nosso “eu”, thrashado para os recônditos da nossa mente, ganhasse vida? É um conceito/ideia simples, mas funcional e com potencial para se tornar complexa, dependendo do êxito da forma como é pegada. E foi, realmente, bem pegada.
Se ficaram interessados após lerem este bocadinho, podem ler o resto da crítica aqui.

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